Transcrição do podcast Negócios by Humans #1 com Andrea Rangel
Mayra da Starchy: Olá, humanos, tudo bem? Aqui quem fala é Mayra das Starchy. Hoje a gente tá com a Andreia do Instituto Pró-Humanidade e a gente vai falar um pouquinho sobre o lucro que escala com o cérebro mais saudável. A gente tá aqui hoje pra poder mostrar pra vocês que existe sim uma forma de entrar em conformidade com tudo que tá acontecendo no mundo e também ter lucro.
Na verdade, isso é o mais importante, que a gente não só entre em conformidade, mas que faça sentido pra dentro da nossa comunicação, dentro do nosso sistema, dentro dos nossos parâmetros de funcionamento. Né, Andreia?
Andrea: Sim, querida. Obrigada pelo convite. Um prazer falar desse assunto. Tô aqui à disposição de vocês
Mayra da Starchy: Maravilha! Então André, quer falar um pouquinho sobre, é, quem você é, como é que cê chegou aqui, o instituto, o que que vocês fazem?
Andrea: Então, Mayra, eu sou André Rangel, trabalho já há muitos anos, décadas com desenvolvimento humano organizacional, é, psicologia organiza– é, organizacional e psicologia também positiva dentro das empresas. É, desenvolvi há muito tempo atrás o método Gestão Ágil de Talentos, que a gente aplica e já aplicou em diversas empresas no Rio de Janeiro, em outros lugares também. quando veio o chamado da NR1, as minhas ex-alunas, né, que são de RH, é, começaram a perguntar sobre e a gente mergulhou nesse universo e acabou ali, chegando ao entendimento do que o que o Instituto Pra Humanidade pode agregar nesse momento das empresas, porque principalmente, a questão de saúde mental era o que a gente já fazia há muitos anos, né? que não era lei. Eee E agora a gente com o instituto, nós desenvolvemos um software, é, específico pra esse tipo de mapeamento, hã, aonde temos ali, né, onde realmente os, os riscos psicossociais aparecem, porque existem vários mapeamentos onde eles não aparecem ou até poderia ser até a pergun– as perguntas, o questionário pode até ser direcionado a esse, esse quesito risco psicossocial, que da forma que são feitos, muitas vezes, hã, ou os funcionários não respondem, ou eles não respondem o que devem responder, a sinceridade, porque se sentem expostos.
Com nosso software, eles não se sentem expostos, não, tem uma rigorosa política de RG– LGPD e é importante, não é, não é, é importante aparecer mesmo, porque a NR-1 fala sobre mitigar risco, porque assim, ééé, assédio moral, sexual, afastamento por burnout, por, hã, síndrome do pânico, ansiedade, depressão,
Mayra da Starchy: vamos
Andrea: isso já existe.
Não, isso já existe há muito tempo e já tem lei pra, pra, pra
Mayra da Starchy: E é sintoma de uma empresa doente
Andrea: já tem, é, isso, pra isso já tem lei, já tem multa e tal. O que o, a NR-1, a nova NR-1 fala, Mayra, não é sobre isso. Isso aí já se fala há muito tempo e já tem, é, jurídico tratando disso, né? Já tem, é, pró– é, processos sobre isso. O que a NR-1 fala, que eu percebo que muitas vezes as pessoas ainda não entenderam, é sobre: “Olha, todo esse dinheiro que vai pra processos desse nível, para afastamento, para absenteísmo, para pessoas, é, afastadas da empresa por esse tipo de adoecimento, todas essas regras e leis pra resguardar essas pessoas, já existem”. O que o, a NR-1 fala é o seguinte: É, olha, vocês sabiam que isso tá acontecendo dentro da sua empresa? E isso tudo que virou absenteísmo, multa, processo trabalhista, ser evitado se tivesse um mapeamento correto e se tivesse um pool de, ações, direcionadas e específicas para ali o que que foi mapeado, né, nesse processo e transformar isso numa coisa melhor.
Mayra da Starchy: Muito interessante.
Andrea: é sobre isso, não
Mayra da Starchy: É
Andrea: multa ou não multa,
Mayra da Starchy: É exatamente. Então,
Andrea: que
Mayra da Starchy: essa conformidade. É, porque a conformidade ela é importante. É, a conformidade ela é importante, ela é necessária. É, a gente sente muito esse discurso partido financeiro, né?
Andrea: e não
Mayra da Starchy: “Não
Andrea: papel só
Mayra da Starchy: É, não é– o financeiro falando muito de não quero pagar mais multa, mas a gente tem que entender também o outro lado, a qualidade do-do trabalho executado, ela melhora, é, exponencialmente se a empresa ela não é um fator de risco psicossocial.
Se é uma empresa que ela tá ali compreendendo como é que ela vai lucrar a partir dos cérebros que ela investiu, que ela contratou, que ela fez processo seletivo. Processo seletivo é caro, é custoso pra empresa. E a gente tem
Andrea: ver ali a taxa do turnover
Mayra da Starchy: Uhum, exatamente. E as pessoas, é, até tão calculando turnover sem colocar fatores essenciais, que é, por exemplo, o tempo de aclimatação, o tempo de aclimatação daquela pessoa se acostumar com aquela equipe, acostumar com a empresa, treinamento caríssimo.
O tempo gasto do gestor, do RH fazendo processo seletivo, lendo currículo, conversando com as pessoas, discutindo isso depois, é, e a sobrecarga da equipe, né? A sobrecarga da equipe, a gente tem o-um– o custo extra do turnover, que é o nosso e-book, que a gente fala de tudo isso. Muito que eu aprendi com você.
E a gente fala muito disso, do fator do gasto que tá invisível ainda dentro das empresas. E a gente vê,
Andrea: Não é enguiro?
Mayra da Starchy: é, a gente vê, é, por exemplo, é, o Centro de Produtividade Positiva Organizacional lá na Califórnia falando que as empresas podiam ter um terço mais de produtividade caso elas tivessem um ambiente saudável.
É muita coisa que a gente tá perdendo.
Andrea: Sim.
Mayra da Starchy: E-e é um abismo entre
Andrea: também tem muita gente– é, adianta contratar, por exemplo, estão falando tanto sobre o con– é, contratar uma em– é, uma pessoa, uma empresa capaz pegar, realmente mapa-mapear esses riscos da forma que tem que ser, é, e montar um plano de ação eficaz pra mitigar os riscos. Isso reverbera em tudo isso, na, na, é, na– diminui o afastamento por doença, diminui o presenteísmo, que é aquele que a pessoa tá ali, mas a cabeça não tá ali, é, diminui, é, né, porque, ai, tem gente que pensa: “Vou ficar na empresa.
Não, eu chego na hora e saio na hora”. Mas o que que– qual é o valor que aquela pessoa agrega ali se ela tiver doente, se ela não se sente reconhecida, se ela tem ali uma sobrecarga de trabalho, se a distribuição do trabalho não é justa, o líder não sabe liderar e sobrecarrega ou comete essas injustiças.
Porque às vezes, nem sempre, Mayra, o líder ele é injusto porque consciente. vezes é aquela coisa assim: funcionários que são mais fáceis de lidar do que outros. Por quê? Quem são esses? Normalmente, os que são mais parecidos com nós, com a gente, conosco. Então, os que são mais parecidos com a gente, gente lida melhor, porque eles têm um perfil parecido com a gente, então é mais fácil de entender, lidar e se comunicar. Os que são mais, é, têm um perfil diferente do nosso, é, a gente às vezes pode achar que é desafio e acaba excluindo, acaba, é, ou– entendeu? Então assim, tem muita coisa. Eu, eu vejo aqui que tem muito líder que ele não é mau líder por, assim, com consciência
Mayra da Starchy: é, por vontade de ser um mau líder. Tem líderes que eles só não tão preparados pra lidar com pessoas muito diferentes,
Andrea: o quê
Mayra da Starchy: com crises constantes, porque é uma coisa que eu tenho conversado bastante com as pessoas hoje em dia, com os clientes principalmente: não vai ter um ambiente sem crise. Crise vai existir, mesmo que seja pequenininha, vai existir.
A forma como a gente lida, como a gente volta da crise é que diz muito sobre o futuro da empresa, sobre o quanto a gente consegue criar uma empresa que ela não vai adoecer ninguém, que ela vai fazer sentido nos momentos que ela precisa, que a entrega que ela talvez precise ser um pouco maior, seja pontual.
Uma empresa que tem crise toda sexta-feira é uma empresa que vai ter uma rotatividade imensa, porque se toda sexta-feira você não bate os números, não tem fechamento, tem erro de processo. E às vezes você só entende isso quando você senta e conversa, quando há comunicação, que é comunicar e agir
Andrea: E olha, até falando da comunicação, é, começa muito pela comunicação interna do próprio líder, né, depois até se comunicar com o outro. Então assim, será que realmente aquela pessoa que tá ali está fazendo corpo mole e não quer entregar o que você quer, o que você deseja ou precisa? Ou será que aquela pessoa que tá ali não foi treinada o suficiente ou não ficou claro pra ela o que é que você tava demandando pra ela?
Enfim, processos. Será que esses processos precisam ser revistos? Será que existem coisas que precisam, é, é, né. Olha, a gente no mapeamento aqui, o que a gente vê mais de desafio, de doença mental, é, assim, risco, né, é sobre a organização do trabalho.
Mayra da Starchy: isso?
Andrea: a, por exemplo, funcionário chega, é, e ele pensa: hoje eu vou fazer isso, isso e isso.
Só que chega na hora, aparecem quinhentas demandas que ele nem sonhava que ele ia ter naquele dia. E tudo é urgente, porque o que não foi feito quando era importante vira urgente. Isso fala-se sobre produtividade, pró, né, e proatividade também. então, é, será que, é, o que eu vejo, né, nessa minha jornada dentro das empresas, né, que a gente aqui fala sobre o que a gente vive, né? é só do que a gente lê nos livros. Enfim,
Mayra da Starchy: Com certeza
Andrea: o que que a gente vê no dia a dia, sabe o que é? Os po– processos não padronizados, é, combinações que não são exatamente seguidas e que vem muito do próprio líder
Mayra da Starchy: Porque começa com ele, as pessoas buscam ele como referência
Andrea: Exatamente. E outra coisa, e, e o que ele, ele, ele é cobrado de cima, ele reverbera pra baixo e ele fica ali no meio. Então assim, até passa pra baixo, né, das altas lideranças pra baixo que: “Olha, vocês façam porque eu tô sendo cobrado e depois eu vou ter que falar que vocês é que me ajudaram”. Tem muito líder que trabalha assim, entendeu? Quando, na verdade, a em– a, a equipe entende assim: “Mas como? Como fazer? O que que era pra fazer? O que que é preciso? Por que que isso faz sentido?” “Não sei, faz aí”. Não dá pra ser assim, isso não é equipe de alta performance, né.
Mayra da Starchy: É, não, isso tá longe de ser alta performa. Aí se às vezes é
pi– às vezes aí,
Andrea: adianta
Mayra da Starchy: tem um pico de alta performance e não sustenta a alta performance. E aí é um, uma equipe que falha.
Andrea: É, alta performance é medida na constância, né, do
Mayra da Starchy: A sustança é sustentável, é
Andrea: pico de, é, pico de produtividade, é só um pico de
Mayra da Starchy: Não é a vaca
Andrea: pra entregar alguma coisa. tem, é comprometida a qualidade, é com– né? Então assim, não é assim que, que o, isso precisa ser sustentável, né? E existem formas. Não adianta também dar, não, não ajeitar tudo isso e dar um treinamento de alta, deee produtividade, se a casa não tá ajeitada, né?
Mayra da Starchy: Com certeza. E tem que entender exatamente aonde a gente vai medir, onde necessariamente tá o problema, porque a gente tá falando aqui de um sintoma que as causas são muito diversas e eu acho que isso é muito legal de trabalhar com quem já fez o PGR, porque eu posso olhar através de, de uma pesquisa robusta, do entendimento robusto, como é que eu ajudo.
A gente aqui começa a estratégia corporativa pelos combinados, a gente faz o pacto de comunicação, que é dar pro líder e pro liderado uma noção, u-um menos subjetiva de como é que a gente vai seguir a partir de cada momento. Se isso acontece, a gente faz isso. É um processo difícil, é um processo complexo da gente desenvolver, a gente demora um tempo, os liderados pra poder entender, é, como é que a gente vai seguir cada pedaço da, do pacto de comunicação, mas o PGR ele é excelente pra esse começo de conversa.
Pra gente começar a entender não só o sintoma, é o mapa, é, é a gente olha a, o problema na causa e a gente olha o caminho que tá sendo delineado e como é que esse pacto de comunicação pode fortalecer isso. Esse é– a gente começa com o pacto de comunicação até pra gente poder desenvolver outros treinamentos que vão ser efetivos, porque não adianta a gente implementar um treinamento de comunicação se as pessoas têm medo daquele líder que vai, que nem cê falou, vai virar e falar: “Não, porque eu vou dizer que o problema foi vocês.
Porque eu vou dizer que, é, a, vocês não são produtivos”. É, e tem, tem um dado que eu trabalho muito conversando que é de três a cada quatro funcionários não entendeu a estratégia da empresa. Isso é gravíssimo, isso foi medido mundialmente. Isso pra mim é o dado assustador. Como é que eu vou ter um funcionário que não tá entendendo, que não tá entendendo a empresa, os objetivos, que não conecta com o cliente Isso pra mim é surreal.
E eu acho que, é, quando a gente começa a olhar isso a partir do ganho que vem através do PGR, de um mapeamento sério, de um mapeamento bem feito, a gente consegue construir, é, um, um plano que vai fazer mais sentido para, é, esse adoecimento constante que a gente tá vendo, esse meio milhão de pessoas afastadas– mais de meio milhão de pessoas afastadas pelo INSS ano passado, que também é outro número absurdo que a gente anda trabalhando.
E eu acho que, é, estruturar o DHO, ele é um passo importante até pras empresas que tão investindo em tecnologia, tão investindo em IA, pra saber onde vão investir, como vão investir, qual é o processo de investimento que vai fazer sentido pra dentro do que é construído dentro da empresa. É, a gente tá vendo, é, grandes empresas mundialmente, é, que demitiram seus gestores, tão que recontratar os gestores com cargo muito mais caro.
Andrea: Tem,
Mayra da Starchy: tá pensando isso. Porque o processo de implementação da inteligência artificial foi falho no humano, foi falho na comunicação, foi falho na entrega humana. Então agora precisa voltar o gestor ainda mais caro pra poder recuperar histórico. É uma ironia da, da tecnologia.
Andrea: tem gente achando que com essa questão daí, vai sair demitindo todo mundo e substituindo todo mundo por aí. Não é
Mayra da Starchy: É.
Andrea: assim. Precisa se entender melhor sobre
Mayra da Starchy: É, e os tokens tão cada vez m– é, os tokens tão cada vez mais caros. A gente vê o Claude, é,
Andrea: sim, sim
Mayra da Starchy: saiu um a-anúncio da Microsoft que eles, é, queimaram um– ou todo ooo, o que eles tinham planejado de token pro Claude em meses, em três dias. Aí teve– levantaram a mão, puxaram a alavanca e falaram: “Para tudo, tá proibido usar agora tantos tokens”, sem explicar por quê, sem avisar o motivo.
Sem a implementação correta, o, o humano ele faz com que a IA seja– ela atinja o ponto de desgaste, de ser desnecessária,
Andrea: Sim,
Mayra da Starchy: ser prejuízo, o que é surreal, porque a gente criou a IA pra poder ter mais liberdade, ser mais criativo, construir um futuro mais legal. Tem que saber usar.
Andrea: pra
Mayra da Starchy: É
Andrea: pra, pra trazer praticidade e rapidez pra alguns processos. Ééé, ela não, não veio pra exatamente substituir a sua mente e você não
Mayra da Starchy: E aí?
Andrea: nada, nem estudar nada, nem fazer nada. que tem gente que não tá entendendo ainda, né?
Mayra da Starchy: Tem gente que ainda não tá entendendo, mas as grandes empresas tão começando a sentir no bolso. Tão começando a realmente falar do custo de uma IA mal implementada, porque não entende o humano, não entende o processo, não tinha um DHO que fosse inteligente, que fosse sustentável. Eu acho que o PGR ele é sim um mapa muito importante, é, e que ele vem com a necessidade da conformidade legal e com medo da multa, mas pra quem tá sabendo olhar, é, como oportunidade de criar diferenciação de mercado, de ser mais competitivo, de tá à frente do seu concorrente, ele pode ser uma vantagem competitiva.
Não sei se você tem sentido isso, mas eu, eu tenho pensado muito sobre isso. e o adoecimento também é caro. Quando alguém adoece, o quantidade de-de trabalho sobrecarregando, aí vira um ciclo, né, que a pessoa adoece, sobrecarrega o outro, que acaba sobrecarregado, adoecendo,
Andrea: outro
Mayra da Starchy: infecta o outro
Andrea: contratar alguém praquele, praquele posto.
Mayra da Starchy: É
Andrea: ééé, e aí contratar não é só contra– o dinheiro da contratação, vem aquilo tudo que a gente falou, tem a, o onboard, tem o treinamento, tem. Então é perda, é uma perda, a, e essas perdas não são só financeiras, né? São de produtividade, de assertividade, de qualidade, de uma porção de coisa, e de tempo. é, então muito sobre isso. Eu achei bacana cê tocar aí no PGR, pelo seguinte: existem empresas elas tão assim, elas não tão entendendo o valor desse PGR. Tô falando valor, não tô falando o preço, tô falando valor, que é diferente de custo, de preço. É, elas não tão entendendo o quanto é necessário que o realmente, que apareça os riscos psicossociais. Então precisa ser feito de uma forma, duma, de uma, com uma ferramenta que eles tenham segurança psicológica até, e respeito, até pra responder esse questionário, com uma política de LGPD que ninguém ficará exposto, que eles tenham que, eles precisam entender, porque olha só Mayra, anos, décadas, séculos dizendo assim: “Fica quieto aí, obedece quem, é, manda quem pode, obedece quem tem juízo, é melhor você ficar calado”. de uma hora pra outra vai chegar, né, como eu já vi em algumas empresas, uma pessoa com uma prancheta na mão e um formulário perguntando: você se sente? Cê se sente sobrecarregado? Você sente ajuda do seu líder? Você dorme direito?”. O cara vai: “Ué, pra eu ficar calado”, é isso que ele tem. A cultura é do silêncio a qualquer preço, mesmo a sua-sua, a sua saúde. Então, anos dizendo isso, agora vol– tão dizendo: “Fale O cara entende o quê? Isso é pegadinha. Como
Mayra da Starchy: Sim.
Andrea: Não é pra falar. tantos anos com a cultura “fique calado” agora do nada vocês querem que eu fale? Ih, tô desconfiado. vem me per– disse que é anônimo, que não vai pegar nada, que eu posso falar o que eu quiser, o que eu sin– quiser não, o que eu tô sentindo. Esse é o momento realmente de alguém escutar enfim o que que eu sinto sobre tudo isso, como eu me sinto aqui quando eu escuto piadinha, quando eu escuto, ééé, grito, cobranças, abusivas, assédio moral e sexual até. Hããã, como eu me sinto, cês querem realmente saber? então vou falar. seu CPF aqui. Como assim? Não é anônimo. É, não, responde aqui o seu, ééé, esse questionário de Google Forms ou uma planilha de Excel. E aí ele fala: “Poxa, mas pera aí, isso aí vai fi– mesmo que eu não ponha o meu nome, vai ficar marcado.
Mayra da Starchy: Tá marcado
Andrea: responder”. Já sei, vou responder tudo positivo, porque a cultura é fique calado. Ah, deve ser só um arranjo. Tá bom. Que que acontece? Não aparece o risco. Que que acontece? Lá na frente vira multa. E não vai virar multa, Mayra, só porque o Ministério do Trabalho vai fazer auditoria. A multa pra assédio, pra tudo isso já existe.
Mayra da Starchy: Exatamente
Andrea: é uma coisa que inventaram, é uma coisa que já
Mayra da Starchy: Ah,
Andrea: Enfim,
Mayra da Starchy: já tem um cálculo dentro do, do eSocial que você tem que colocar com base no seu absenteísmo, então já existe um prejuízo, já é
Andrea: aí, é, essa questão do PGR? Ai, aonde que eu vou en-in-incluir o PGR? Gente, PGR é programa, é programa pra mitigar, é plano de ação, programa de gestão de risco. Isso é ação, não é papel. É, é sobre isso. E quando isso for, é feito, daqui a um ano, dois anos, o empresário vai ficar muito feliz, porque ele enfim vai entender que existe um ralo aberto e que eles não tão vendo.
Mayra da Starchy: Que é, é,
Andrea: onde tá todo o lucro
Mayra da Starchy: Que eles não, não percebem isso hoje em dia, porque também existe uma cultura do brasileiro de imputar dentro do valor de projeto, custos que lá fora não são colocados. A gente fala assim: ah, mas, é, não dá– n-n-não vou falar de uma empresa que eu vou competir em euro. Às vezes a empresa em euro, por não imputar esse valor de retrabalho, o custo por rescisão, a perda de performance, o atraso no projeto, por ela não imputar esse valor, ela tá, mesmo na conversão, saindo mais barata que a sua empresa.
O produto dela, às vezes, está sendo entregue mais barato que o eu produto, por falha de processo. E hoje em dia, no mundo globalizado, a gente tem que ficar de olho nisso. Então, é, é uma, infelizmente, é uma, é, é uma, um costume do brasileiro de já colocar o erro dentro do valor dele. E não precisa. E eu acho que essa é uma– a gente vê que não preci-não precisa ter esse erro enorme, esse custo
Andrea: né? É uma… necessária que já deveria ter sido feita há muito tempo. E eles, e, e, é, esse papo tá sendo muito positivo, Mayra, porque é, é sobre isso. É, é, gente, não tá, não, ah, cê não tem que ficar preocupado com vai ter auditoria fiscal e multa ou não. Cê precisa ficar preocupado com o que já está há anos acontecendo
Mayra da Starchy: E acho que i-isso é muito, muito importante. Isso é muito essencial, a gente ter essa noção de que já tá acontecendo. Não é novidade, não tá acontecendo agora, não é, ah, é, é um risco que tá sendo descoberto agora. Não, a conta já tá chegando pra sua empresa há muito tempo, há muito tempo. É que agora você tá tendo que ver.
E que bom, que bom que é a hora de ver e que bom que é a hora de melhorar em relação a isso. É, e acho que a gente, é, chega nesse momento aqui final, a gente consegue compreender bastante de como é que, é, a conformidade de lei ela é, pode ser lucrativa, depende de como você usa. Se você utiliza o valor que você tá gastando como estratégia, volta, volta.
Estratégia volta. Fazer por fazer não volta, mas estratégia volta. Então, Andrea, eu queria, é, abrir esse espaço pra você se despedir, se quiser falar um, um insight pra gente, contar um pouquinho do instituto, fazer um convite pro pessoal te conhecer mais, pode falar
Andrea: Obrigada, Mayra, pelo convite. Adorei o nosso papo. Sempre gosto muito de conversar com você, das suas posições, é, do que você traz. É, acho incrível esse trabalho seu de storytelling, realmente muda, muda a narrativa, muda o ambiente, muda a mentalidade, isso é que é necessário. estamos aqui abertos pra entregar pra quem quiser, quem, né, pra conversar.
A gente também tá até aberto pra: “ai, Andreia, já fiz um mapeamento, me entregaram um PGR”. Dá uma olhada aqui pra gente, vê que que pode melhorar. A gente também tá fazendo isso, sabe, de uma forma– estamos abertos pra receber a todos. Quem já foi mapeado, quem não foi mapeado, a gente também tá acolhendo. É, o Instituto Pra Humanidade, hoje a maior referência já no Brasil, sobre riscos psicossociais. Temos aqui um software robusto com alta política de LGPD, mensuramos todos os níveis de risco, trazemos um PGR, trazemos até o nexo causal, onde a gente achou aquele risco e o que que ele pode acarretar dentro da sua empresa.
Hoje em dia, nosso software já tá até mostrando, sabe, Mayra, não sei se você já sabe sobre essa atualização, é o CID que pode incidir naquilo. É, é, olha, isso aqui pode não, se não agir nisso, pode causar, é, o CID assim, assim, porque o nexo causal é esse. Enfim, aqui o empresário tem clareza sobre todos os pontos desse, desse mapeamento e desse PGR. O nosso PGR é específico pra cada risco psicossocial encontrado. E temos aqui também uma rede, de profissionais, como você também faz parte, é, nacional pra atendimento de vocês, nacional, a empresa pode pegar seu PGR, entrar com seu plano de ação no nosso site, pesquisar a aba Especialistas encontrar ali uma superequipe multidisciplinar com diversas áreas desse entendimento, que precisa pra mitigar qualquer tipo de risco no Brasil inteiro, então, e assim entrar em conformidade, principalmente entrar em sustentabilidade, né.
Então é isso, o nosso site é institutoprahumanidade.org e a gente espera vocês lá.
Mayra da Starchy: Maravilha! Muito obrigada por ter aceitado vir aqui hoje, Andrea. Sou muito fã
Andrea: prazer
Mayra da Starchy: você, muito fã do instituto, muito fã do trabalho de vocês. Gosto muito dessa visão que cê alinha. É, e hoje a gente tá falando sobre a história do negócio, como ele vai sobreviver às inovações do mercado, que são impulsionadas por IA, mas são impulsionadas também por melhorias humanas e uma gestão estratégica, ela começa na narrativa interna.
É isso que a gente trabalha aqui na Starchy. A gente desenvolve o storytelling corporativo pra transformar a sua narrativa interna, sua comunicação interna, num ativo, num lucro, pra que tenha a possibilidade de inovação, pra que reduza desgaste e pra que você possa ter muito mais cérebros saudáveis aí dentro.
Vamo conversar. Eu sou da Starchy. É, é um nome difícil, mas tá escrito aqui, vocês vão achar. Vai tá aqui na descrição também o meu site, o site da Andrea. E se alguém quiser conversar sobre o ebook que eu falei, “O custo extra do turnover que ninguém te conta”, só entrar em contato com a gente, pedir. Vai ser um prazer entregar esse ebook pra vocês e continuar essa conversa.
Esse é o primeiro episódio do nosso podcast, muito feliz e
Andrea: Sucesso!
Mayra da Starchy: Muito obrigada. Até o próximo.
Andrea: Até o próximo